
Já não sei o que encerra meu coração,
Sentimento de revolta ou humilhação?
Por ver o homem auto devorar suas crenças,
Suas vestimentas, seu próprio irmão,
Que ambos sejam tal comparação!
O que vale vidas humanas deterioradas por ações insanas?
Desprezo do agora, condenadas nas prosperas auroras,
Mas que prosperidade anseia avançar esta humanidade,
Fazendo da brutalidade artefato da moralidade Já tão imoral.
Com profunda tristeza desabam minhas lágrimas,
Nas correntezas das milhares que choram tais proezas,
De também infames certezas
De ver o mais supremo dos seres dado ao chão
Usando toda fé para buscar a salvação,
E desta forma não vejo de pé um só homem que ponte a razão.
Ah tardes turbulentas que desabe sobe nossas consciências
Essência de paz, que tanto busca nos meros mortais,
Sujeitos a mais e mais tentações como animais irracionais
Vivendo nas ilusões.
Mateus Melo de Andrade.
13/06/2000

